2025 foi o segundo maior ano da história para fusões e aquisições no mundo: US$ 4,9 trilhões em deal value, alta de 40% sobre 2024. O setor de energia e recursos naturais movimentou US$ 643 bilhões em transações estratégicas globais, consolidando-se como um dos mais ativos do mercado.
No Brasil, o cenário foi ainda mais concentrado: óleo, gás, energia e mineração representaram 52% do valor total de deals estratégicos no ano.
E o que vem pela frente reforça essa tendência.
A consolidação de ativos de geração renovável segue forte. O Mercado Livre de Energia já ultrapassa 40% do consumo total e continua em expansão. Novas demandas como data centers, hidrogênio verde e armazenamento em baterias estão abrindo frentes que praticamente não existiam três anos atrás. E na transmissão, os leilões de 2026 vão ser um bom termômetro do apetite dos investidores por infraestrutura de longo prazo.
80% dos executivos de M&A esperam manter ou aumentar a atividade de deals em 2026. No Brasil, a expectativa de queda de juros e a potencial reabertura do mercado de capitais devem destravar operações que estavam represadas, embora o ciclo eleitoral possa trazer alguma volatilidade no segundo semestre.
Um dado que merece atenção: 60% dos grandes deals globais em 2025 foram deals de “scope”, ou seja, voltados para crescimento e aquisição de novas capacidades, não apenas ganho de escala. É o maior percentual já registrado. Isso mostra que empresas estão usando M&A como ferramenta de reinvenção estratégica, algo especialmente relevante para o setor de energia em transformação.
Pela nossa experiência acompanhando o setor, enxergamos oportunidades relevantes de M&A nos próximos anos.
A primeira é o O&M de ativos de geração renovável. Hoje esse mercado é fragmentado, com muitas empresas regionais especializadas em serviços específicos. Faz sentido juntar empresas com serviços complementares para criar plataformas integradas de O&M, com escala para atender grandes portfólios e oferecer contratos de longo prazo. É um movimento que já aconteceu em mercados mais maduros e que no Brasil está começando.
A segunda é um efeito colateral da diminuição do ritmo de biocombustíveis. O B16 foi adiado, as metas de SAF ainda estão em discussão, e a incerteza regulatória fez com que parte do capital que estava posicionado nessa tese comece a buscar alternativas dentro do próprio setor de energia. Não significa que biocombustíveis perderam relevância. Significa que a janela de execução se alongou e que investidores e empresários com recursos alocados estão repensando suas estratégias, o que naturalmente abre espaço para movimentos de M&A.
É nesse contexto que a Fondachi Advisory nasce. Com a convicção de que os muitos negócios do setor ainda estão por vir e que vale estar bem posicionado quando chegarem.
